Onde olhar primeiro
O melhor candidato quase nunca está na área que mais pede inteligência artificial, e sim na que mais repete trabalho. Comece pelos processos que rodam muitas vezes por mês, que seguem um procedimento escrito e que hoje dependem de alguém copiando dados de um lugar para outro. Volume, repetição e regras claras: se faltar algum dos três, o projeto chega antes da hora.
Os sinais de que um processo é candidato
Há quatro sinais que se veem sem instrumentar nada. O primeiro é que o processo já tenha passos definidos: se a equipe consegue explicá-lo em um quadro branco, ele pode ser automatizado. O segundo é que existam dados disponíveis em formato digital, mesmo que desorganizados. O terceiro é que o resultado possa ser verificado, porque sem forma de conferir o resultado ninguém vai confiar no sistema. E o quarto, o mais importante, que alguém da equipe esteja disposto a assumir o processo enquanto ele é redesenhado.
Os que convém deixar para depois
Processos que mudam de forma toda semana, os que dependem de negociação entre pessoas e os que acontecem muito raramente costumam sair caros. Também vale esperar quando o processo é mal desenhado na origem: automatizar a desordem produz desordem mais rápido. Nesses casos o trabalho anterior é organizar o processo, o que às vezes reduz o tempo pela metade sem escrever uma linha de código.
Como priorizar sem planilhas infinitas
Colocamos cada candidato em dois eixos: quanto tempo libera por mês e quanto custa deixá-lo funcionando sozinho. Os que liberam muito tempo e são baratos vêm primeiro; os caros e de baixo impacto vão para a lista de espera. Essa lista não é um plano, é uma conversa: a ordem final é decidida pelo negócio, não pela tecnologia.